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Urubóloga suspeita de Dilma: é caso de impeachment ! | Conversa Afiada


Urubóloga suspeita de Dilma: é caso de impeachment ! | Conversa Afiada

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Nem os eleitores da Folha aguentam mais…Tá feia a coisa prá FOIA DE SÃO PAULO.


25/11/2011 – 14h58

Viciado poderá voltar à cidade natal se quiser, diz Alckmin

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RAPHAEL SASSAKI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou nesta sexta-feira que está sendo discutida a possibilidade de enviar dependentes de drogas que frequentam a cracolândia, no centro da capital paulista, de volta para suas cidades de origem.
SP terá consultório móvel para tratar viciados em crack
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Localizados pelo censo de moradores de rua que será finalizado neste ano, os viciados seriam encaminhados às prefeituras dos municípios em que nasceram para receber assistência. A medida está sendo discutida entre a prefeitura e o governo estadual, informou a coluna Mônica Bergamo publicada na edição desta sexta da Folha.
O governador não deu detalhes sobre como a medida seria feita. Segundo Alckmin, ela se insere em uma política mais ampla de saúde pública, envolvendo combate ao tráfico de drogas, encaminhamento dos dependentes químicos para ambulatórios e internações em “casos necessários”.
“O foco é o tratamento das pessoas através da internação. Agora, se a pessoa quiser voltar para seu local de origem, a área social, como já faz, vai ajudar”, disse o governador.
Segundo a Secretaria Municipal de Assitência Social, o serviço já é oferecido para migrantes que desejam voltar para seu Estado de origem. A prefeitura paga a passagem de volta e oferece kits com comida e itens de higiene.
Sobre a possibilidade de oferecer isso para os viciados, a vice-prefeita Alda Marco Antônio disse que a medida busca aproximar os dependentes de suas origens. “São Paulo é uma cidade acolhedora neste sentido, recebe a todos. Mas, para eles, o melhor é ficar perto de seus familiares”. Ela e Alckmin conversaram recentemente sobre a ideia.
Alckmin disse concordar com a afirmação da vice-prefeita, de que “cada comunidade tem que ser responsável pelo seu produto social”.
“É responsabilidade de todos, dos governos municipal, estadual, nacional e também da sociedade atender às pessoas que precisam, dentro da dignidade humana”, disse ele.


  1. Gostei.. A cracolandia pertence a nós paulistanos e somente nossos filhos terão direito ao uso.. boa geraldo..

    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

  2. Isto me lembra a tentativa de formar uma raça pura, idéia de um lunático, de um cara de bigodinho estreito.
    Fala sério, é impossível fazer de SP um grande condomínio de luxo. O problema do cidadão que caiu nas drogas, quase que 100% foi culpa desta cidade, já que não há nenhuma política de segurança que repreenda os pequenos traficantes, muito menos os grandes..

    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem
  3. Já teve alguém que fez isso com os mendigos no Rio certa vez.. jogavam os pobres aos peixes ao contrário de Cristo que dava peixes aos pobres.. rsrs
    Boa geraldo..Depois mandamos os carros e os doentes embora também..São Paulo só para os Brancos, loiros e de olhos azuis.. Nem Hitler pensou assim.. rsrsrs
     PS:Os comentários dos eleitores da folha já dizem o que esse aprendiz de contador de histórias pensa dessa matéria. 

QUEM NÃO CONHECE O BIXIGA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!BOM SUJEITO NÃO É !!!!!!!!!!!!!!!!!!!


 HISTÓRIA DO BAIRRO DO BIXIGA         Egydio Coelho da Silva, página
 
RESUMO HISTÓRICO DA FUNDAÇÃO DO BAIRRO DO BIXIGA
(Primeiro de outubro de 1.878

Quando se fala do Bexiga (com “e”, como é a grafia registrada em dicionários ou Bixiga, como já vem sendo
aceita até pelos gramáticos (3) ),  pensa-se que é um bairro antigo. Pois é próximo ao centro, no máximo a três quilômetros do Pátio do Colégio, onde foi fundada a cidade de São Paulo.
Na verdade, a confusão surge porque existem três fatos históricos, que precisam ser analisados:
1) O antigo Bairro do Bexiga.
2) A Chácara do Bexiga.
3) Novo Bairro do Bixiga.

D. Pedro II lançou a pedra fundamental do hospital
 ANTIGO BAIRRO DO BEXIGA

Assim chamado a partir de 1.792, se compunha do Largo do Bexiga, que em 1.865 passou a chamar-se Largo Riachuelo (hoje é a Praça das Bandeiras) e do Largo do Piques, hoje
Largo da Memória. O antigo bairro do Bexiga começou a desaparecer, logo após o surgimento do novo Bairro do Bixiga e esse pedaço praticamente se deteriorou como comunidade e hoje é apenas local de intenso tráfego, com estacionamento de ônibus, passarelas e estação do metrô. O único vestígio é Pirâmide do Piques, ou Obelisco da Memória, que se localiza no antigo Largo do Piques, hoje Largo da Memória.
CHÁCARA DO BEXIGA
Era mata cerrada não só em 1.559, quando ainda Sesmaria do Capão, registrada em seu próprio nome por Antônio Pinto, tabelião de Santos, mas também em 1.794, quando foi vendida pelo Capitão Melchior já com o nome de Chácara do Bexiga. Inclusive no decorrer do Século XIX, a Chácara do Bexiga era mata e quase impenetrável .
Como nossa pesquisa se atém na busca da comunidade, núcleo populacional, que deu origem ao bairro, não há de nossa parte preocupação com a “descoberta” e grilagem da região, mas sim com a população que criou o novo bairro do Bixiga.
Temos recebido crítica dos que acham que o início do bairro deveria ser em 1.559 quando o tabelião de Santos, Antônio Pinto registrou a sesmaria em seu nome. Ele teria descoberto a região, a qual provavelmente sequer visitou ou em 1.794, quando recebeu o nome de Chácara do Bexiga. Porém, em nenhuma dessas datas houve estabelecimento de núcleo populacional na região. Daí serem datas importantes históricas, mas não registram o nascimento de bairro nenhum.
Temos recebido crítica dos que entendem que os primeiros habitantes da Chácara do Bexiga foram os negros, pois, os historiadores são unânimes em afirmar que o local era preferido pelos escravos fugidos. Nisto eles têm razão. Com certeza seus primeiros moradores foram os negros, que nela se refugiavam. 
Eles se escondiam nas capoeiras e capinzais, que
havia em torno do Tanque Reúno, no Bexiga e do Saracura.
É evidente, portanto,  que na Chácara do Bexiga se instalou algum quilombo, talvez com alguma organização social de fortificação precária e camuflada. Portanto, se conclui que os primeiros habitantes da Chácara do Bexiga só podem ter sido os negros, escravos fugidos, aquilombados.
Mas a comunidade, que formou no começo da Chácara, no loteamento entre as ruas da Abolição e Rui Barbosa, nada teve a ver com o restante da Chácara do Bexiga, que ia até onde é hoje a Rua Estados Unidos, que continuava mata fechada, provavelmente servia de esconderijo de escravos aquilombados. A Chácara começou a desaparecer em primeiro de outubro de 1.878, quando foi implantado o loteamento e lançada a pedra fundamental do Hospital. Os negros só se libertaram dez anos mais tarde.
“Pouco antes de seu loteamento, a área onde se formaria o bairro do Bixiga, apresentava-se bastante selvagem. Ainda em 1.870, nessa área caçavam-se perdizes, veados e até escravos foragidos” (historiadora Nádia Marzola, citando A. de Freitas).  Antes do loteamento, portanto, não existia nada na Chácara do Bexiga que indicasse uma comunidade organizada socialmente.
NOVO BAIRRO DO BIXIGA
Nascido do loteamento de parte da Chácara do Bexiga, foi solenemente inaugurado em primeiro de outubro de 1.878.
Os lotes de terreno eram pequenos,  baratos e localizavam-se próximo ao centro. Por isso as pessoas que mais se interessaram foram os italianos, gente pobre e recém-chegada ao Brasil, a maior parte deles vindos da Calábria.
Ao ficarem juntos num espaço geográfico pequeno mantiveram boa parte de sua cultura, embora tenham recebido influência cultural de negros, que se libertaram em 1.878, dez anos mais tarde, e de outras nacionalidades.
Tratava-se de um fenômeno urbanístico novo, que nada tinha em comum com o antigo bairro do Bexiga ou Largo do Bexiga, onde se achava a Estalagem do Bexiga e, menos ainda, com a Chácara do Bexiga, que, na sua maior parte, era mata fechada.
Sabe-se que o principal marco histórico, que caracteriza o surgimento de uma comunidade, é quando se constrói um bem, que seja de uso comum de todos, como: igreja, hospital, praça pública, etc.
Entendemos que a doação de um terreno para construir um hospital para a comunidade, época em que todos se preocupavam com as constantes epidemias, que assolavam S. Paulo, caracterizou o seu nascimento.
Historicamente, o Bairro do Bixiga, como o conhecemos, já surgiu com entusiasmo e com festa.
Isto aconteceu em primeiro de outubro de 1.878.
O loteamento foi inaugurado solenemente, com a presença do Imperador Dom Pedro II, que visitava a cidade de São Paulo, pela terceira vez.
Dom Pedro II lançou a pedra fundamental de um hospital, que seria construído na quadra, formada pelas ruas Santo Antônio, rua da Misericórdia (Abolição), São Domingos e Cons. Ramalho.
O terreno tinha sido doado por Antônio José Leite Braga & Cia., proprietária do loteamento.
A data de lançamento da pedra fundamental para se construir um hospital, que era uma grande benfeitoria,  inserida no loteamento, servindo de marketing para o seu lançamento, é, sem dúvida, a mais certa, para caracterizar o surgimento do bairro Bixiga.
O ato foi presidido pelo Bispo Diocesano, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho. Compareceram mais de duas mil pessoas e, depois da bênção da pedra fundamental, “foi ela conduzida em padiola até o lugar, onde tinha que ser lançada por Dom Pedro II”. Acompanhavam-no, na ocasião, o senador João Lins V.C. de Sinimbu, presidente do Conselho de Ministros,  e o dr. João Batista Pereira, presidente da Província de de São Paulo.
Embora o hospital jamais viesse a ser construído, o loteamento foi sucesso comercial. Evidentemente que a técnica de “marketing” de doar um terreno para se construir hospital e contar, inclusive com o Imperador para inaugurá-lo, ajudou em muito nas vendas dos pequenos lotes.
Surgiu então o bairro do Bixiga, o qual resguardou a cultura italiana, influenciada pela cultura de outras nacionalidades e principalmente negra, pois os negros  aquilombados na Chácara do Bixiga, libertos dez anos mais tarde, e seus descendentes permaneceram na região principalmente no “chamado baixo Bexiga”, junto à hoje Pça 14 Bis.
Tornou-se um bairro típico, sendo considerado por estudiosos como símbolo da cultura paulistana.
* Egydio Coelho da Silva é diretor do JBV-Jornal da Bela Vista
Referências bibliográficas – desta página
(1) 
  Marzola, Nádia –  História dos Bairros de São Paulo, volume 15- Prefeitura de São Paulo – Secretaria de Cultura – Dezembro de 1.979: página 34.
(2)

Idem, páginas: 34 e 35

(3)
Nogueira, Emil, artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo.
Nota do autor: Tenho o recorte do jornal, mas infelizmente não marquei a data da publicação.
(4)

  Marzola, Nádia –  História dos Bairros de São Paulo, volume 15- Prefeitura de São Paulo – Secretaria de Cultura – Dezembro de 1.979: página 39

 

 

 

 

SAMPA – A PAIXÃO INESQUECÍVEL


História da Cidade de São Paulo


Avenida Paulista – 1902 – Acervo Instituto Moreira Salles

A fundação de São Paulo insere-se no processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, osCena da Fundação de  São Paulo segundo o pintor Oscar Pereira da Silva - Arquivo SMC colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Nessa época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga onde encontraram “ares frios e temperados como os de Espanha” e “uma terra mui sadia, fresca e de boas águas”. Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú.
Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.
Em 1560, o povoado ganhou foros de Vila e pelourinho mas a distância do litoral, o isolamento comercial e o solo inadequado ao cultivo de produtos de exportação, condenou a Vila a ocupar uma posição insignificante durante séculos na América Portuguesa.
Por isso, ela ficou limitada ao que hoje denominamos Centro Velho de São Paulo ou triângulo histórico, em cujos vértices ficam os Conventos de São Francisco, de São Bento e do Carmo.
Até o século XIX, nas ruas do triângulo (atuais ruas Direita, XV de Novembro e São Bento) concentravam-se o comércio, a rede bancária e os principais serviços de São Paulo.
Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania de São Paulo e, em 1711, a Vila foi elevada à categoria de Cidade. Apesar disso, até o século XVIII, São Paulo continuava como um quartel-general de onde partiam as “bandeiras”, expedições organizadas para apresar índios e procurar minerais preciosos nos sertões distantes. Ainda que não tenha contribuído para o crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na proporção direta do extermínio das nações indígenas que opunham resistência a esse empreendimento.
A área urbana inicial, contudo, ampliou-se com a abertura de duas novas ruas, a Líbero Badaró e a Florêncio de Abreu. Em 1825, inaugurou-se o primeiro jardim público de São Paulo, o atual Jardim da Luz, iniciativa que indica uma preocupação urbanística com o aformoseamento da cidade.
No início do século XIX, com a independência do Brasil, São Paulo firmou-se como capital da província e sede de uma Academia de Direito, convertendo-se em importante núcleo de atividades intelectuais e políticas. Concorreram também para isso, a criação da Escola Normal, a impressão de jornais e livros e o incremento das atividades culturais.
No final do século, a cidade passou por profundas transformações econômicas e sociais decorrentes da expansão da lavoura cafeeira em várias regiões paulistas, da construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí (1867) e do afluxo de imigrantes europeus. Para se ter uma idéia do crescimento vertiginoso da cidade na virada do século, basta observar que em 1895 a população de São Paulo era de 130 mil habitantes (dos quais 71 mil eram estrangeiros), chegando a 239.820 em 1900!). Nesse período, a área urbana se expandiu para além do perímetro do triângulo, surgiram as primeiras linhas de bondes, os reservatórios de água e a iluminação a gás.
Esses fatores somados já esboçavam a formação de um parque industrial paulistano. A ocupação do espaço urbano registrou essas transformações. O Brás e a Lapa transformaram-se em bairros operários por excelência; ali concentravam-se as indústrias próximas aos trilhos da estrada de ferro inglesa, nas várzeas alagadiças dos rios Tamanduateí e Tietê. A região do Bixiga foi ocupada, sobretudo, pelos imigrantes italianos e a Avenida Paulista e adjacências, áreas arborizadas, elevadas e arejadas, pelos palacetes dos grandes cafeicultores .
As mais importantes realizações urbanísticas do final do século foram, de fato, a abertura da Avenida Paulista (1891) e a construção do Viaduto do Chá (1892), que promoveu a ligação do “centro velho” com a “cidade nova”, formada pela rua Barão de Itapetininga e adjacências. É importante lembrar, ainda, que logo a seguir (1901) foi construída a nova estação da São Paulo Railway, a notável Estação da Luz.
Do ponto de vista político-administrativo, o poder público municipal ganhou nova fisionomia. Desde o período colonial São Paulo era governada pela Câmara Municipal, instituição que reunia funções legislativas, executivas e judiciárias. Em 1898, com a criação do cargo de Prefeito Municipal, cujo primeiro titular foi o Conselheiro Antônio da Silva Prado, os poderes legislativo e executivo se separaram.
O século XX, em suas manifestações econômicas, culturais e artísticas, passa a ser sinônimo de progresso. A riqueza proporcionada pelo café espelha-se na São Paulo “moderna”, até então acanhada e tristonha capital.
Trens, bondes, eletricidade, telefone, automóvel, velocidade, a cidade cresce, agiganta-se e recebe muitos melhoramentos urbanos como calçamento, praças, viadutos, parques e os primeiros arranha-céus.
O centro comercial com seus escritórios e lojas sofisticadas, expõe em suas vitrinas a moda recém lançada na Europa. Enquanto o café excitava os sentidos no estrangeiro, as novidades importadas chegavam ao Porto de Santos e subiam a serra em demanda à civilizada cidade planaltina. Sinais telegráficos traziam notícias do mundo e repercutiam na desenvolta imprensa local.
Nos navios carregados de produtos finos para damas e cavalheiros da alta classe, também chegavam os imigrantes italianos e espanhóis rumo às fazendas ou às recém instaladas indústrias, não sem antes passar uma temporada amontoados na famosa hospedaria dos imigrantes, no bairro do Brás.
Em 1911, a cidade ganhou seu Teatro Municipal, obra do arquiteto Ramos de Azevedo, celebrizado como sede de espetáculos operísticos, tidos como entretenimento elegante da elite paulistana.
A industrialização se acelera após 1914 durante a Primeira Grande Guerra mas o aumento da população e das riquezas é acompanhado pela degradação das condições de vida dos operários que sofrem com salários baixos, jornadas de trabalho longas e doenças. Só a gripe espanhola dizimou oito mil pessoas em quatro dias.
Os operários se organizam em associações e promovem greves, como a que ocorreu em 1917 e parou toda a cidade de São Paulo por muitos dias. Nesse mesmo ano, o governo e os industriais inauguram a exposição industrial de São Paulo no suntuoso Palácio das Indústrias, especialmente construído para esse fim. O otimismo era tamanho que motivou o prefeito de então, Washington Luis, a afirmar, com evidente exagero: “A cidade é hoje alguma coisa como Chicago e Manchester juntas”.
Na década de 20, a industrialização ganha novo impulso, a cidade cresce (em 1920, São Paulo tinha 580 mil habitantes) e o café sofre mais uma grande crise. No entanto, a elite paulistana, num clima de incertezas mas de muito otimismo, frequenta os salões de dança, assiste às corridas de automóvel, às partidas de foot-ball, às demonstrações malabarísticas de aeroplanos, vai aos bailes de máscaras e participa de alegres corsos nas avenidas principais da cidade. Nesse ambiente, surge o irrequieto movimento modernista. Em 1922, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Luís Aranha, entre outros intelectuais e artistas, iniciam um movimento cultural que assimilava as técnicas artísticas modernas internacionais, apresentado na célebre Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal.
Com a queda da bolsa de valores de Nova Iorque e a Revolução de 1930, alterou-se a correlação das forças políticas que sustentou a “República Velha”. A década que se iniciava foi especialmente marcante para São Paulo tanto pelas grandes realizações no campo da cultura e educação quanto pelas adversidades políticas. Os conflitos entre a elite política, representante dos setores agro-exportadores do Estado, e o governo federal, conduziram à Revolução Constitucionalista de 1932 que transformou a cidade numa verdadeira praça de guerra, onde se inscreviam os voluntários, se armavam estratégias de combate e se arrecadavam contribuições da população amedrontada mas orgulhosa de pertencer a uma “terra de gigantes”.
A derrota de São Paulo e sua participação restrita no cenário político nacional coincidiu, no entanto, com o florescimento de instituições científicas e educacionais. Em 1933, foi criada a Escola Livre de Sociologia e Política, destinada a formar técnicos para a administração pública; em 1934, Armando de Salles Oliveira, interventor do Estado, inaugurou a Universidade de São Paulo; em 1935, o Município de São Paulo ganhou, na gestão do prefeito Fábio Prado, o seu Departamento de Cultura e de Recreação.
Nesse mesmo período, a cidade presenciou uma realização urbanística notável, que testemunhava o seu processo de “verticalização”: a inauguração, em 1934, do Edifício Martinelli, maior arranha-céu de São Paulo, à época, com 26 andares e 105 metros de altura!
A década de 40 foi marcada por uma intervenção urbanística sem precedentes na história da cidade. O prefeito Prestes Maia colocou em prática o seu “Plano de Avenidas”, com amplos investimentos no sistema viário. Nos anos seguintes, a preocupação com o espaço urbano visava basicamente abrir caminho para os automóveis e atender aos interesses da indústria automobilística que se instalou em São Paulo em 1956.
Simultaneamente, a cidade cresceu de forma desordenada em direção à periferia gerando uma grave crise de habitação, na mesma proporção, aliás, em que as regiões centrais se valorizaram servindo à especulação imobiliária.
Em 1954, São Paulo comemorou o centenário de sua fundação com diversos eventos, inclusive a inauguração do Parque Ibirapuera, principal área verde da cidade, que passou a abrigar edifício diversos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Nos anos 50, inicia-se o fenômeno de “desconcentração” do parque industrial de São Paulo que começou a se transferir para outros municípios da Região Metropolitana (ABCD, Osasco, Guarulhos, Santo Amaro) e do interior do Estado (Campinas, São José dos Campos, Sorocaba).
Esse declínio gradual da indústria paulistana insere-se num processo de “terciarização” do Município, acentuado a partir da década de 70. Isso significa que as principais atividades econômicas da cidade estão intrinsecamente ligadas à prestação de serviços e aos centros empresariais de comércio (shopping centers, hipermercados, etc). As transformações no sistema viário vieram atender a essas novas necessidades. Assim, em 1969, foram iniciadas as obras do metrô na gestão do prefeito Paulo Salim Maluf.
A população da metrópole paulistana cresceu na última década, de cerca de 10 para 16 milhões de habitantes. Esse crescimento populacional veio acompanhado do agravamento das questões sociais e urbanas (desemprego, transporte coletivo, habitação, problemas ambientais …) que nos desafiam como “uma boca de mil dentes” nesse final de século. No entanto, como dizia o grande poeta da cidade, Mário de Andrade:

“Lá fora o corpo de
São Paulo escorre
vida ao guampasso
dos arranhacéus”

Fonte: Departamento do Patrimônio Histórico

 

CANTAR – ESSA SEMPRE É A SAÍDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Nessas noites solitárias que nos trazem as melhores lembranças do passado…existe sempre uma saída…
A vida que nos reservou tantos momentos especiais…sempre nos resguarda das dificuldades que a própria vida nos reserva.
Que ironia a vida é o melhor antídoto prá nossa vida.

Assim os melhores momentos nos reservam na lembrança dessa nossa vida…aquela serenata que jamais vamos esquecer e assim cantar é sempre a certeza de estarmos vivos.

MOMENTOS DE ESPERA.


Aqui na província o compasso é de 

E
 S
  P
   E
    R
      A
E a espera é muito difícil,sem se ter certeza onde vai se chegar…mas os dias se passam assim e não resta mais nada a não ser…
                             E
                               S
                                 P
                                   E
                                     R
                                       A
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